quarta-feira, 29 de março de 2017

Osman a.k.a. Cannon-Dancer



Hoje apresento um jogo de plataforma comedor de ficha dos mais putos chamado Osman a.k.a. Cannon-Dancer, foi produzido pela Mitchell Corp em 96 reunindo ex-funcionários da Capcom criadores do primeiro Strider,  incluindo o seu diretor Kouichi Yotsui (atualmente na Westone, a mesma de Wonderboy) creditado como Isuke. Eles pensaram no jogo como uma sequencia espiritual de Strider. Aí nego acha que isso de produtores japas fazerem versões genéricas dos clássicos e anunciado nos "esmolômetros" Kickstarter é inédito, no caso deve ter sido pior, bancaram do próprio bolso, essa prática de esmolar devia ser reprovada pelos orientais no período.


Joga com um MC Hammer arabesco, chamado Osman, homônimo ao fundador do império otomano,  num universo bem mais poluído que o Strider e diferente de Hiryu, este enfrenta tudo desarmado. As cut scenes narram uma história confusa para mostrar uma complexidade que não tem, e seus personagens são esteticamente mais gritantes. É como se o jogo levasse a sua fonte de inspiração às últimas consequências. Diferente do visual russo, Osman acontece num oriente médio cyberpunk embalada numas músicas break flertando temas árabes. O grau de bizarrice e poluição visual latente geraram o exotismo necessário para torná-lo resistente a datação, tudo resultado dos ótimos gráficos explorando o tema proposto aliada da física mais elaborada tirada de Strider.


Se move nas oito direções com 3 ações centrais: pular, atacar e aplicar especial. O êxito é acumular power ups geradores de projeções capazes de mimetizar os golpes de Osman não deixando de aplicar as sequências dos golpes na hora certa. O problema é que a cada ferimento tomado um de seus clones desaparece, sem deixar de falar na rapidez com que se perde a barra vital. Pra não jogar sal na ferida, ainda é possível acumular ataques especiais limpadores de tela (causam fortes danos em chefes) junto das barras de saúde e seus expansores de energia.


O que acentua a esquizofrenia seria o reaproveitamento excessivo dos cenários e inimigos nos ambientes pra lá de pancadas enquanto despenca cut scenes interativas tentando narrar a história doida de pedra (deixo para vocês a experiência de entendê-la). O principal fator que mete Osman na geladeira do esquecimento não é pelo plágio ao jogo da Capcom e sim pela dificuldade absurda imposta pelos programadores cabações raivosos com a sociedade, ali jogaram todo o seu ódio frustrado naquilo que tinha controle. Quando Yotsui foi entrevistado pelos gringos da Hardcore Gaming 101, o putão morria ainda no estágio introdutório fazendo graça ao arremessar o controle. 


Que exemplo Yotsui, tsc... tsc... tsc...

Apesar disso, se alguém ficar submetido a um exercício constante, é bem provável que ganhe com um crédito. No meu caso, usei todas as fichas para ver a construção toda dele, mesmo assim na parte final, rolava um checkpoint cobrando rapidez contra inimigos tendo a necessidade de matar dois chefes para marcar o próximo ponto caso jogasse outra ficha. Vocês podem conferir a experiência na gravação feita para a Twitch.tv

Osman é necessário em qualquer biblioteca de arcade contendo o gênero plataforma, ele evolui mais a mecânica engessada da sua fonte de inspiração e diria ser mais flexível no controle do que Strider 2 lançado poucos anos depois. O gráficos pegam o capricho das fornadas finais dos fliperamas 2D. Aproveitem e corram atrás dessa peça maluca enterrada no deserto gamera.  

6 comentários:

  1. Gostei do termo, “programadores raivosos” kkkkkkkk tem jogos que eu só posso entender como uma vingança digital contra a sociedade, só pode! Nerds castigando nerds e pior, no caso dos arcades perdemos muito dinheiro com essa brincadeira. Lembro que quando eu tinha 1 ou 2 fichas depois do colégio eu só assistia o pessoal jogar nas máquinas comedoras e eu colocava meu dinheiro do lanche ou em Final Fight ou um Street, isto é, locais onde eu sei me virar! Quando vi Osman eu lembrei dessas malditas máquinas comedoras!

    Mas hoje com os MAME´s da vida, é claro que vou experimentar esse clone do strider, e olha que eu nem curto muito strider kkkkkkk
    Fiquei curioso para ouvir esse som de break com temas árabes.
    Abração Doc!

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  2. adorei a versão moderna de strider e fiquei curioso sobre esse osman.

    valeu pela dica!

    abç!

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    1. ps.: joguei e é difícil mesmo. jogo bem louco!

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    2. O Strider recente é muito bom, tem até review dele no Fonteremita. Quanto ao Osman, ele é bastante dificil, mas treinando sempre vai saber se tu não zera com poucos ou apenas um crédito depositado o jogo?

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  3. Eu tenho a sensação de já ter visto este jogo em algum lugar, mas não me recordo de onde. De qualquer forma, vindo de alguém que fez Strider 2, tem boas chances de ser um baita jogo, ainda mais aproveitando a física dele. Dá a impressão de que eu vou curtir se conhecer ele, vou procurar uma boa versão para Mame que rode no Raspberry Pi e tentar ele!
    Parece ótima dica! Muito bom o post!

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    1. Para mim é um dos melhores jogos de plataforma para o fliperama, você vai curtir a experiência.

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