domingo, 1 de janeiro de 2017

Especial Bandai Terebikko



Enquanto jogo uns troços pra depois comentar aqui as minhas conclusões,  apresento o especial de um aparelho pro público muito jovem, bastante furreca chamado Terebikko, seu designo era atacar a carteira dos assalariados japas pra jogá-lo no lixo semanas depois da compra. A Bandai adora desovar umas plataformas (brinquedo de rico) escrotonas, nem o portátil Wonderswan nas suas duas gerações prestou. Nem pra arma de arremesso! 

Não encontrei meios para emular, sendo assim pesquisei sobre essa sucata e assisti as animações interativas criadas para o seu catálogo que dá no mesmo, pois você apenas escolhe opções ridículas. O Terebikko era uma espécie de telefone infantil contendo 4 teclas. Por ser de 92, sua mídia era fita cassete e para instalá-lo tinha que ter o aparelho de VHS compatível com a entrada solicitada. O Terebikko ainda exigia ajuste de tela e dos canais de áudio usados para emputecer o pai do fedelho que comprou para ele no natal. Se o Playdia já era uma bomba com sua mídia óptica e  modesta quantidade de jogos, este aqui creio eu que se limitam a quatro fitas cada uma não excedendo 30 minutos. 

O formato dos jogos agradaria muitíssimo o pessoal de agora. Basicamente filmes em que você deve escolher 4 opções ou menos, que variam de questionários sobre a série jogada ou então desafios ínfimos sobre qual das opções apresentam mais coisas exibidas no cenário. Eles estão léguas de distância da memorização e velocidade cobradas num Dragon's Lair por exemplo. 


Super Mario World: Mario to Yoshi no Bōken Land


É como se fosse uma versão animada do jogo Super Mario World, ambos na terra dos dinossauros, apresentam inimigos e trilha sonora iguais. Se concentra em desafiar o usuário sobre qual opção possui mais moedas, ou qual tipo de inimigos apresentaram maior quantidade na cena, mas nada desafiador. É interessante para enxergar como os idealizadores imaginavam o design de SMW, pois algumas coisas do jogo original talvez tenham ficado abstratas demais. As vozes é que são um pouco estranhas tipo o magrelo Iggy Koopa ter uma voz grave, ou o Luigi desmunhecar de vez. 



Dragon Ball Z: Unite! Gokou's World


Não seria a última vez que a série ganharia um episódio insólito num aparelho tosco. Contudo, "O Plano para Destruir os Sayajins" do Playdia, foi melhor aproveitado que esta merda. Temos um quiz pobretão da fase inicial de Dragon Ball até uma batalha incoerente contra o Cell, onde é necessário descobrir às cegas qual deles não é ilusão. Alguns imbecis ficam discutindo sobre Trunks ter usado a máquina do tempo por causa das novas regras expandidas da bosta Dragon Ball Super que o autor só permitiu para sacanear os fãs irritantes e para ter um dinheiro extra da forma mais joselita possível. 



Os outros dois restantes são mais dispensáveis. Temos Anpanman, típico mascote jurássico criado nos anos 60 por Takashi Yanase. Já estreou em outro aparelho focado na pimpolhada, o Sega Pico. Encontrei somente comerciais e não entregam muito no que é focado, talvez opções sobre o Anpanman deve fazer corretamente. Pra fechar temos um jogo da série Sailor Moon. Este aqui é outro resumido a perguntar coisas sobre as personagens, tipo hobbies, poderes, armas que nem Dragon Ball.



É engraçado notar a subserviência de franquias respeitadas para divulgar um lixo desses. No caso de Mario e Anpanman até torna mais coerente do que os guerreiros Z levando a sério um aparelho telefônico, é a forma mais escancarada do consumismo. Até as músicas tocadas no momento de teclar a opção certa rende riso. Engraçado é que um programa descartável desse consegue  ser melhor animado do que as animações de agora... O Japão virou uma lata de lixo sem jeito de melhorar. Era melhor quando todos escravizavam a galera pra desenhar as paradas. Não que os estúdios citados façam isso, mas cai no lance das fábricas de calçados. Enfim... Unicamente para registro. Fica no artigo os vídeos...






9 comentários:

  1. Doc,

    Acho que se chegou ao mais obscuro game de todos!

    Abc

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    1. Pior que tem outros mais, só não sei se valeriam especiais.

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  2. Eu nunca tinha visto isso Doc! Eu não tenho problemas com a massificação de algumas marcas, se quer fazer lancheira e camiseta de Dragon Ball... que faça! Mas existem limites kkkkkkkkk put@ que Variu kkkkkkk até a Sailor Moon que sou fã eles conseguiram estragar... não acredito! :)
    Valeu Doc!

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    1. O principal problema que enxergo nisso é que esse aparelho por exemplo não foi explorado adequadamente. Você torra um dinheirão pra meros 4 jogos, diferente dos itens que você citou mais descartáveis ou até mais duradouros.

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    2. Isso deve ter sido uma tomada de decisão de meia dúzia de executivos que talvez não entendam o público eo o mercado da época. Provavelmente foi gasto muita grana nisso. :)

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  3. Não vi os vídeos completos, mas pra quem é fã mesmo de Dragon Ball até que esse joguinho é interessante, embora não faça o console valer a pena.

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    1. Imaginando que é um console voltado para um público bem pequeno, acho que a ideia é bem legal, só não vingou (talvez por ser mal-aplicada). Eu quando criança adoraria um joguinho onde eu interagisse diretamente com os personagens de Dragon Ball Z. Embora seja um tipo de jogo para se jogar uma vez na vida e outra na morte.

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    2. O problema é que até pras crianças soa problemático na hora de necessitar de um adulto para gambiarrar o telefone no aparelho, mais do que o considerável entre os sistemas mais populares da época. E pra 4 jogos de meros 30 minutos achei tiro no pé. Pra quem curte qualquer uma dessas 4 franquias vale a curiosidade em procurar os vídeos.

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  4. Eu acho que se fosse uma criança japonesa nos anos 90, não ia querer um tróço desses não! Pense Bem e até aquele Mini Bit (que era um Pense Bem "Lite") parecem bem mais interessantes que essa meleca aí! hahahahahaha!
    Ainda bem que vc não conseguiu emular, provavelmente vc construiria um míssel nuclear depois disso só pra acabar de vez com a humanidade e suas inutilidades infantis! kkkkkkkkkkkkkk

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