quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Shiwase Usagi (Pentalogia)


 O PC Engine CD atraía consumidores cuspindo na tela animações cabulosas, trilhas sonoras com instrumentos originais sem precisar sintetizá-las no chip, incluindo diálogos na íntegra. Em contrapartida, isso era um poderoso chamariz para reapresentar boa parte dos jogos que eram simples demais ou arcaicos para o período (a primeira geração de rpgs e seus derivados, fliperamas b, não esquecendo os adventures de tela). Para a minha surpresa, duas empresas chamadas Rabbit Soft Kenkyūsho e Office Asia Kenkyūsho, publicaram cinco jogos pornôs em nome da desenvolvedora B-Project, explorando significantemente os recursos do aparelho num período entre 95 à 97, fim de carreira do sistema NEC, com fortes suspeitas de serem bootlegs

A Office Asia vendeu Shiwase Usagi 1 e 2. Os dois jogos eram mais pobretões, escancaravam mais a origem amadora. Ambos mostravam um menu com a opção de tocar, olhar, beijar e a última transcorrendo para a cena seguinte quando todas fossem usadas. Não influenciava em nada escolher ou deixar de escolher as opções uma segunda vez, são meras novelas visuais. As cenas são estáticas, deixaram a boceta das moças pixeladas, as picas invisíveis, parecendo que elas estão sendo comidas por um fantasma. Os caras que metem a vara nelas mantém-se nas sombras até na hora de beijá-las na boca. Eu não sei se isso foi um recurso para gerar  a sensação do jogador se sentir na pele do personagem ao mesmo tempo que censuram o explícito. 


Segundo a Moby Game, o primeiro conta sobre um vagal do segundo grau chamado Takita Hiroki, ele aproveita a ausência dos pais, chamando a sua namorada para uma trepada. O 2 de subtítulo "Sailor Z" é o mais perturbador. Assumimos o papel de um estuprador (sempre nas sombras) que sequestra uma jaçanã e come ela de todo o jeito, o final é a garota com a venda tirada de olhos semicerrados. Os programadores se empenharam em por uma trilha sonora acima da média para o padrão chegando ao ponto de incluírem vozes digitalizadas das garotas gemendo, dizendo frases curtas, ofegando, chupando... Na tela inicial fica disponível uma paródia hentai tenebrosa da Sailor Moon, mudam apenas as cores das personagens, tem até tentarape


Shinsetsu Shiawase Usagi foi dispersado pela Rabbit Soft num total de três aventuras. Nota-se um empenho maior nas animações e a inclusão de finais diferentes, o término ruim, comum e o ótimo. Os dois primeiros exploram a relação de duas colegiais, a de cabelo rosa chama-se Mary e a moderninha perva  de cabelo verde tem o nome de Yuki. Mary tropeça nas escadas da escola, sendo levada por Yuki até a enfermaria deixando Mary apenas de calcinha. Ali a putaria rola solta. No meio da briga entre aranhas aparece um cara misterioso que entra pra festa. Aqui a história desdobra-se por certas escolhas importantes no final. 


O final ruim por exemplo seria a Yuki dando pro cara no lugar de pedir pra Mary uma menáge. O término comum seria o cara comendo Mary muito rápido, e o happy end com o trio esticando mais o sexo. Basta marcar as últimas opções pra chegar no melhor final. O segundo talvez seja o ápice. Yuki vira assistente da professora e convida Mary para o seu apartamento estando ali também o mesmo cara misterioso. Yuki se concentra de vez no sadomasoquismo. Desta vez o objetivo é alcançar o orgasmo máximo de Mary, usando na ordem certa os "brinquedos". Podemos escolher o chicote, vela, vibrador e um pincel. 


Por fim,Shinsetsu Shiawase Usagi F: Yūjō yori mo Aiyoku o último jogo plagiando os personagens de Evangelion na cara dura. Mudam apenas as suas cores, até os nomes permanecem iguais. Saiu um ano após o clássico que tornou os animes coisa de emo. A versão pornô pelo menos deu dignidade a uma franquia tão tosca. Shinji virou um quarentão decadente feito o seu pai, morando num quitinete. Depois de bronhar pra um filme pornô, o cara pensa se vai ligar pra uma puta ou trepar com a Misato ou Asuka. Asuka pinta no cafofo dele e dá pra ele de todo o jeito, enquanto Misato seria sua amante. O jogo aqui é mais punitivo, quer dizer, pro roteiro. É fácil tirar o final regular ou feliz com a Asuka, já com a Misato, o desdobramento é maior. Asuka no jogo mata passionalmente Shinji, em N circunstâncias, mesmo numa hora em que Misato convida Asuka para um sexo à três.  



Foi uma surpresa achar cinco jogos de sexo selvagem para um sistema de videogame (a censura é maior), em boa qualidade e sem aqueles labirintos textuais muitas vezes brecando a possibilidade de ver o "momento finale". O jogo é direto ao ponto, na pior das hipóteses, assiste a menos coisas ofertadas nas surubas. Uma trilha que atravessa o pop sintetizado dignos do catálogo cine privê, blues, hard rock e bossa nova. Não é aconselhado para menores, nem pessoas comuns, é degenerado demais. Os jogos foram avaliados unicamente para analisar a mente sórdida de boa parte dos japoneses confirmando a teoria de receberem influência de entidades hiperdimensionais que abusam de seus cérebros por tentáculos místicos, incentivando a degradação humana. Selo Kinjite, Desejos Proibidos!


Selo:


8 comentários:

  1. Kkkkkkkk isso em um console? É o fundo do poço kkkkkkkk nos PC´s é comum a gente encontrar de tudo mas em consoles ainda não tinha visto o uso de recursos como brinquedos eróticos e coisas do tipo.
    Jogos assim a gente nunca achava em locadoras de games ashuahshusahushuashua
    Falou Doc! :)

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    1. Até porque eram jogos piratas na maioria das vezes. Hoje as fullsets mostram o espectro total.

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    2. Isso lembra um pouco do sufoco da Atari por um lado tentando manter as coisas na linha e por outro lado empresas lançando jogos pornô para o sistema. Se eu não me engano teve até umas tretas pesadas entre a Atari e as outras desenvolvedoras. Mas acho que no PCE a coisa era outro nível, por ser outros tempos e tal.

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    3. Aquele jogo do Bufallo Bill pra Atari foi um bom exemplo resenhado no teu blog. O Japão parece manobrar melhor o mercado pornográfico. Não que tenha orgulho, mas faz uma limonada com o dilema.

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  2. Mas que coisa é essa? HUAHHUAUHAUHAHUA
    Cara, salvo o Atari 2600, não me recordo de nada muito explícito assim para consoles de mesa ou portáteis, justamente pelo que vc falou da censura. Nunca imaginaria algo assim pro PC Engine. Que loucura! Kkkkkk
    Mas vou passar longe desses jogos, pelo menos por enquanto! hahahahahaha

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