segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Bazaru Degozaru no Game Degozaru




Que merda de batalha do apocalipse pra eu conseguir rodar o PC Engine CD nessas novas edições do Windows! Por isso também fiquei puto da cara em buscar obscuridades nesses sistemas afundados nas dimensões alternativas. O suporte  para os emuladores minguou! Agradeço o Ulisses 8 Bits pela indicação e tutorial do multi-emulador Retroarch, a única ressalva é o tempo levado para aprender sua interface pouco intuitiva pensada para astronautas. Deixarei aqui o link pra quem quiser umas nojeiras difíceis de rodarem individualmente. [Tutorial].

Este puzzle insólito saiu em 1996 e foi desenvolvido pela Game Freak nos tempos finais do PC Engine quando ela estava prestes a se tornar mucama oficial da Nintendo e sua eterna produção de jogos "Poker do Mao". A etimologia do game deriva da palavra bazar, pois o objetivo é comprar coisas em lojas. "De gozaru" é uma variante arcaica do verbo ser/estar "desu", usado aqui para imitar o guincho do macaco ao pronunciar na mesma entonação do animal (Eles gostam de enfatizar o nome, cantando em coral ou falando rápido, pra controlarem a sua mente). 


Devemos fazer um macaco atravessar 8 mundos constituídos de 10 rodadas cada. Todas as rodadas possuem uma linha de chegada. Os referidos trechos possuem bananas avulsas, cachos para reabastecer o tempo limite além das sacas de dinheiro nos valores 1 e 10 de grana. A bufunfa serve para comprar produtos sob diversos preços nas lojas disponibilizadas assim que um cenário for fechado. As tralhas vão aparecendo na cabana do macaco. A única maneira de zerar Bazaru é comprar pelo menos um item singelo de todas as lojas, por isso é importante pensar no recolhimento do dinheiro. 

Nas fases você deve pensar na ordem certa de movimentos para o macaco alcançar não somente a placa de chegada, mas  num jeito de recolher o dinheiro, requerendo maior sagacidade. As bananas recuperam tempo, dependendo da sequência ou simplesmente quando sua jogada compromete o progresso do macaco, você perderá por romper o tempo limite. Inicialmente você escolherá apenas um singelo movimento, com o tempo outros mais serão pedidos (além de disponibilizados). Nem sempre será necessário completar os espaços que chegarão ao limite de quatro. Terá ocasiões que a sequência visa uma espécie de loop para ser empregado ao longo dos trajetos mais demorados.


Vale lembrar sobre as ações serem acionadas assim que o macaco pisar no chão amarelo. A combinação de movimentos influencia nos movimentos do macaco, duas andadas por exemplo farão o bicho correr ou combinando giro e pulo, o impulso será levemente alterado acrescentando fator "dano" nos oponentes. Os estágios apresentam suas arapucas exclusivas que vão de animais à molas, carrinhos e outros discriminantes. No mapa principal você tem a opção de informação sobre os comandos, as lojas, os mundos e a própria casa do macaco.

Antes de começar a fase, será possível analisá-la por uma câmera (você pode ver a qualquer momento o cenário, mesmo escolhendo ações), depois apertando um dos botões ele permitirá quatro opções em vermelho logo abaixo do catálogo de movimentação. A primeira apaga as opções selecionadas, a segunda é um close up, a terceira te leva pro mapa e a quarta seleciona uma opção ou inicia a partida. Há ainda uma quinta, apertando start mais o botão de confirmação para reiniciar o desafio. O próprio desenrolar do jogo pode ser visto de maneira normal ou lenta. Quando passar o round, a sequência ficará registrada.


Bazaru Degozaru no Game Degozaru apresenta um desafio justo, certo replay pra quem quiser coletar todo o dinheiro e comprar todas as coisas. O que pode romper seu desafio é a combinatória de ações possíveis. Por mais que o mistério sobre determinada sequência exista, o jogador conseguirá combinar algo inusitado para vencer o desafio. Outra coisa é que existe mais de uma possibilidade para atravessar o lugar. Pode ser menos completa ou turva, mas o jogador consegue. Quebra-cabeças muito bem acabado e programado, mostra que a Game Freak tinha sua identidade e capricho no que lançava sem ser apenas Pokémon. É uma obscuridade dentro de outra obscuridade que é o PCECD

6 comentários:

  1. Tem toda razão. Eu nunca tinha visto esse jogo. É um jogo desconhecido dentro do console pouco conhecido kkkkkkk. Ainda bem que você está se adaptando ao Retroarch. O estilo cabe bem para portáteis também, rapaz... coisas assim como combinar andadas e fazer o bicho correr, de certa forma está no DNA da Game Freaks este estilo. Valeu pela citação aí Doc, os emuladores são a alma dos jogos antigos, se não fossem eles, o videogame seria um material de poucos sacerdotes colecionadores e o preço de qualquer console velho seria 10X mais caro do que já é.
    Abração Doc!

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    1. Esse vale arrumar pra jogar, porque o idioma não chega a comprometer a partida. A Game Freaks gosta de manter certos signos nos jogos que lança, alguns postos subliminarmente na série Pokémon.

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  2. caramba, nunca tinha ouvido falar!

    excelente post!

    abç!

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    1. Esse jogo além de criativo tem um visual excelente.

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  3. Retroarch é vida! Tô usando ele no Raspberry Pi, ajuda um bocado!
    Eu não conheço quase nada de PC Engine CD, nunca tinha ouvido falar deste game do review. Mas fiquei curioso com ele, vou tentar emular ele dentro do Pi e ver se roda legal! Depois de ver um pouco de Pulseman, boto fé nas coisas da Game Freak!
    Ótima dica!

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    1. Joga também se puder o Drilldozzer de GBA e o Bushi Seiryūden de SNES.

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